Horror Vacui
21 março 2026 — 24 janeiro 2027
Curadoria: Marta Jecu

Mais do que um conceito fixo, Horror Vacui opera como uma ferramenta de diagnóstico, revelando modos culturais de negociar o vazio. Nesta exposição, dezenas de figuras antropomórficas da Coleção Treger Saint Silvestre — animais, máquinas, espíritos, humanos, monstros e anjos — abrem um campo tumultuoso onde a anarquia e o excesso atuam como mecanismos de proteção contra a incerteza. Uma parte significativa da exposição representa a contribuição filosófica do autor português Gonçalo M. Tavares. O texto que escreveu especialmente para este momento é apresentado enquanto peça sonora, ressoando em todas as salas da exposição e acompanhando o visitante no seu percurso.

Artistas Adérito Almeida, Agnès Baillon, Alain Lacoste, Alfredo García Revuelta, Anónimos, António Saint Silvestre, Blalla W. Hallmann, Franck Lundangi, Giovanni Battista Podestà, Guilhermina Júlia, Hans Verschoor, Jaber (Al-­Mahjoub Jaber), Jean Camille Nasson, Jean-­Jules Chasse-­Pot, Jean Duranel, Joaquim Baptista Antunes, Joaquim Paiva, Joaquim Vicens, Gironella, José de Guimarães, Josette Rispal, Kazumi Kamae, La Mère François, Lionel Saint Eloi, Martine Orsoni, Mathias et Nathalie, Maureen Visagé, Michel Gouéry*, Mirabelle Dors, Mozart Guerra, Murielle Belin, Nacius Joseph, Nili Pincas, Pascal Tassini, Paul Amar, Pierre Dessons, Poteau Dieudonné*, Reinaldo Eckenberger, Reinata Sadimba, Roland Roure, Rosa Ramalho, Serge Jolimeau, Simone Le Carré-­Galimard, Susanne Themlitz, Terry Turrell, Vitalis Čepkauskas*, Wabé (Véronique Achard), Xurxo Oro Claro, Ymène Chetouane.

* Obra com audiodescrição

Marta Jecu é investigadora auxiliar no CeiED, centro de pesquisa interdisciplinar na Universidade Lusofona Lisboa. Trabalhou nos últimos 3 anos nos laboratórios de pesquisa Imera Aix Marseille University, Marseille e na Fondation Maison des Sciences de l’Homme, em Paris. Trabalha também como curadora independente: em 2017 deu início ao projeto de investigação e curadoria EXODUS STATIONS. Foi curadora das exposições ‘Artists, Heritage and The Museum’ e ‘Stone Alive’, as duas integradas na temporada France-Portugal; Solo Show Tadashi Kawamata no MAAT Lisboa. 2017 – Solo Show George Bodocan Instituto Cultural Romeno em Paris e outros. Organizou várias conferências internacionais na Alemanha, Portugal e França. Editou os volumes Subtle Construction, Bypass, Malmo, Lisbon, 2011; OPEN MONUMENT, Revolver Verlag, Berlim.

Gonçalo M Tavares é autor de uma vasta obra literária traduzida em diversos países. A sua linguagem em ruptura com as tradições líricas portuguesas e a subversão dos géneros literários fazem dele um dos mais inovadores escritores europeus da actualidade. Os seus livros deram origem a peças de teatro, objectos artísticos, vídeos de arte e ópera. Publicou o livro “Atlas do Corpo e da Imaginação” que atravessa a literatura, o pensamento e as artes, passando pela imagem e por diversos temas.

PROGRAMA COMPLEMENTAR

29 de março | 11:00 | Visita orientada por Bruna Santos

30 de abril | 13:30 | Pausa dedicada a Josette Rispal com Bruna Santos

28 de maio | 13:30 | Pausa dedicada a Michel Gouéry com Mariana Rocha

11 de junho | 13:30 | Pausa dedicada ao Guerreiro Bizango com Joana Ribeiro
26 de junho | 11:00 | Visita orientada por Bruna Santos

 

Folha de sala



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