PAUSA

PAUSA – Para ficarmos mais perto
Uma proposta pensada para o receber no Centro de Arte Oliva e lhe dar uma oportunidade de se divertir, de conhecer, de pensar a partir de uma obra e um artista. Dê-nos uns minutos do seu tempo. Aguardamos por si.

Tipologia de ação: conversa em torno de uma obra/um artista
Horário: quinta-feira às 13h30
Lotação: mínimo de 5 e máximo de 15 participantes, mediante inscrição prévia através do email geral centrodearteoliva@cm-sjm.pt até 2 dias antes
Acesso: 2,00€* (por participante)

*Entrada gratuita para escolas, ATL e IPSS de S. João da Madeira

Informações e inscrições:
+351 256 004 190 | centrodearteoliva@cm-sjm.pt

20 janeiro | 13h30
Por Susana Rodrigues

As máquinas fúteis de François Monchâtre e Jean Tinguely

 

As obras de François Monchâtre, muitas vezes consideradas absurdas, como as máquinas fúteis feitas de madeira, são uma paródia ao avanço tecnológico. Reminiscências das engenhocas de outros artistas como Jean Tinguely numa crítica à sobre produção irracional de bens de consumo nas sociedades industriais. Este olhar crítico da sociedade, com humor à mistura, está também patente nas obras de Monchâtre. Neste momento Pausa iremos analisar algumas das obras dos dois artistas que, apesar da sua conceção ser relativa aos anos 1960 (inícios dos anos 1970), continuam a levantar questões muito presentes na sociedade de hoje.

3 fevereiro | 13h30
Por Susana Rodrigues

Robert Frank e sua influência na Street Photography 

 

Neste momento Pausa, partimos do trabalho do artista Albano da Silva Pereira para falar da origem da fotografia de rua. Apesar de este género só passar a ser conhecido como tal a partir dos anos 1930, ele surge quase na mesma altura que a câmara fotográfica. Aliás, a primeira imagem fotográfica conhecida vai até 1826 e reproduz uma imagem de uma cena em Paris captada pelo inventor Joseph Nicéphore Niépce.

A fotografia de rua entendida como forma de documentação da sociedade e da arquitetura do espaço está também associada à capacidade do artista fotógrafo em capturar o mistério ou até a aura do dia a dia na cidade.

Considerado um dos mais importantes Street Photographers do pós guerra, Robert Frank levou a que a fotografia espontânea, a chamada Snapshot, tivesse uma estética própria na arte. É sobre essa estética, recorrendo à célebre série “The Americans”, que iremos falar assim como as influências que teve noutros artistas fotógrafos como Diane Arbus e Joel Meyerowitz.

François Monchâtre, Sem título, 2002-2004 © André Rocha

Albano da Silva Pereira, Robert Frank (da série Life Goes On) Mabou, Nova Scotia, 1991-2014 © Dinis Santos