João Penalva: Personagens e Intérpretes
28 novembro 2026 — 30 maio 2027
Curadoria: Lara Soares

Personagens e intérpretes revisita o percurso de João Penalva (n. 1949), cuja prática artística tem explorado as relações entre imagem, narrativa, memória e representação. A sua trajetória, marcada pelo cruzamento entre as artes visuais e a dança, revela uma persistente disponibilidade para atravessar disciplinas, questionar as suas fronteiras e investigar as múltiplas formas de construção da experiência artística.

A exposição convida-nos a percorrer um universo muito pessoal de documentos, imagens e objetos que abrem novas possibilidades de interpretação, permitindo-nos ver, associar, imaginar e construir o nosso próprio percurso.

Em parceria com a Culturgest, o Centro de Arte Oliva propõe um encontro com uma obra que desestabiliza as fronteiras entre realidade e ficção e nos desafia a olhar com tempo, a descobrir relações inesperadas e a aceitar que aquilo que nos escapa pode ser tão importante como aquilo que vemos.

João Penalva nasceu em Lisboa em 1949. Viveu em Londres de 1976 a 2021 e em Lisboa de 2021 até ao presente. Depois de iniciar a sua carreira na dança contemporânea entre 1968 e 1976, incluindo um período na companhia de Pina Bausch (1973-74) e a cofundação da The Moon Dance Company com Jean Pomares (1976), mudou-se para Londres. Lá, recebeu uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para estudar na Chelsea School of Art (1976-81). Inicialmente centrado na pintura, o seu trabalho expandiu-se na década de 1990 para incluir vários meios de expressão, tais como o cinema, a fotografia e a instalação. O seu conjunto de obras integra texto e imagem como elementos fundamentais. Inspirando-se em fontes diversas, como a música, objetos encontrados e materiais de arquivo, o seu trabalho envolve frequentemente uma investigação aprofundada que dá forma à obra final. Um dos aspetos centrais do seu trabalho é a exploração da comunicação nas suas múltiplas formas, combinando abordagens formais e teóricas no seio de narrativas complexas que misturam realidade e ficção. Penalva representou Portugal na 23.ª Bienal de São Paulo e na 49.ª Bienal de Veneza. Expôs também na 2.ª Bienal de Berlim e na 13.ª Bienal de Sydney.