Sérgio Fernandes: Fundo sem fundo
18 junho — 2 outubro 2022
Curadoria: Andreia Magalhães

Fundo sem fundo reúne cerca de trinta pinturas de Sérgio Fernandes realizadas no âmbito de um projeto de criação e investigação artística sobre a cor e a perceção visual. A exposição apresenta as obras produzidas entre 2021 e 2022, no decurso da residência desenvolvida entre o seu atelier e o Centro de Arte Oliva, durante a qual aprofundou o trabalho que tem vindo desenvolver exclusivamente em pintura abstrata e com uma reduzida gama cromática, em que dominam os vermelhos, os violetas, os azuis e os verdes-escuros. As composições retangulares, de média e grande dimensão, estruturam-se em áreas de cor distintas, revelando efeitos de maior densidade ou mais atmosféricos, mas cuja transição é quase impercetível. O que vemos é o resultado da interação de pigmentos e da sobreposição de camadas de cor, velaturas, cores que dão origem a outras cores, que se alteram consoante a luz que sobre elas incide e o posicionamento do espectador.

A exposição é realizada em parceria com o Centro de Arte de S. João da Madeira/Associação Alão de Morais e conta com o apoio da DGARTES/República Portuguesa.

Programa de inauguração:
17h30 – Inauguração
18h00 – Visita orientada com o artista
19h00 – 21h00 – Festa no terraço com DJ Lynce

Sérgio Fernandes (1985) é licenciado em Artes Visuais pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Lisboa (2008) e pós-graduado em Artes Visuais/Poéticas Visuais pela Escola de Artes e Comunicação da Universidade de São Paulo (2012). Em 2016 esteve em residência artística no espaço PIVÔ Arte e Pesquisa, em S. Paulo.  A sua pesquisa artística baseia-se na relação direta entre luz e cor e de como essa relação é transposta para a pintura. Trabalha principalmente em pinturas a óleo de grandes dimensões. Os trabalhos em guache sobre papel apresentam um lado mais íntimo da pesquisa pictórica. Exposições individuais (seleção):  “Inside Here there are no stars”, Kubikgallery, Porto (2019); “Um Blue”, Centro de Arte de Ponte de Sôr (2018),  “Solitude”, Kubikgallery, Porto (2016); “Things Behind Somewhere”, Espaço Cultural Mercês, Lisboa (2014);  “O Homem Impulsivo”, Orfeu Bookshop, Bruxelas (2009).

Andreia Magalhães tem desenvolvido a sua atividade profissional nas áreas da gestão de coleções, programação e produção de exposições. Em Portugal, trabalhou no Museu da Faculdade de Belas Artes, no Museu Nacional de Soares dos Reis e no Museu de Arte Contemporânea de Serralves. Fora do país trabalhou no Instituto Holandês para Media Art /Montevideo, o Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, os Museus de Arte Moderna de Nova Iorque e de São Francisco e no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo. É doutorada pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, tendo desenvolvido parte do programa de doutoramento no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque. É Professora Auxiliar Convidada da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.