RED LIGHT: Sexualidade e representação na Coleção Norlinda e José Lima
26 setembro 2020 — 14 março 2021
Curadoria...: Sandra Vieira Jürgens

RED LIGHT apresenta uma seleção de obras da Coleção de Arte Norlinda e José Lima, tendo como ponto comum a abordagem à sexualidade, desdobrada em múltiplos tópicos, tanto apresentados em complemento contrapontístico como em confronto dissonante: a representação do corpo, a nudez masculina e feminina, o erotismo, a fantasia, o desejo e a dor, o objecto e o sujeito, o prazer e a dominação, os lugares da representação feminina, o olhar masculino, o voyeurismo, o exibicionismo e a autorepresentação na arte.

Falar de sexualidade e da relação entre corpos durante uma pandemia que obriga ao retraimento e mesmo à abstenção de contacto físico é também reflectir sobre as consequências do distanciamento enquanto ele se exerce. A fragilização simultânea do indivíduo e da comunidade, condicionados pelo medo do contágio, que espaço e que condições permite ao desejado encontro coletivo e individual dos corpos? E que papel pode ter a evocação do erotismo (ou a vocação erótica) da arte na reavaliação do desejo e do risco numa sociedade doravante mais atenta ao significado e implicações da proximidade física?

As obras expostas organizam-se à margem de uma visão monolítica do tema, da cronologia e da tentativa de categorização de movimentos, misturando diferentes origens e períodos. A exposição integra trabalhos de mais de setenta artistas, entre os quais Alberto García-Alix, Albuquerque Mendes, Álvaro Lapa, Andres Serrano, Eduardo Arroyo, Graça Pereira Coutinho, Gonçalo Pena, João Maria Gusmão + Pedro Paiva, João Penalva, Júlia Ventura, Pedro Casqueiro, Mauro Cerqueira, Muntean/Rosenblum, Nancy Spero, Rosa Carvalho, Ricardo Valentim, Vasco Barata e Sam Samore.

A partir deste panorama transgeracional, de múltiplas abordagens a uma dimensão essencial e fundamental da existência, RED LIGHT cria um espaço liberto de convenções, moralismos e manifestos, que convida ao contacto sensitivo e intuitivo com as obras, reivindicando o prazer visual e assumindo a atração do erotismo pictórico e fotográfico.

Sandra Vieira Jürgens – Curadora e historiadora de arte. Coordenadora e professora auxiliar convidada da Pós-Graduação em Curadoria de Arte na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Professora auxiliar e coordenadora da Licenciatura em Fotografia e Cultura Visual do IADE – Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação (Universidade Europeia). É investigadora no Instituto de História da Arte (IHA-FCSH, Universidade NOVA de Lisboa). É autora do livro “Instalações Provisórias: Independência, autonomia, alternativa e informalidade. Artistas e exposições em Portugal no século XX” (2016). Dirige as plataformas digitais Wrong Wrong (www.wrongwrong.net) e raum: residências artísticas online (www.raum.pt).

Nancy Spero, Dancers, 1995

Albuquerque Mendes, Autorretrato com anzol, 1991

Tiago baptista, O que fazer com estas imagens, 2012

Pedro Casqueiro, Cast, 2000

Nancy Spero, Dancers, 1995

Albuquerque Mendes, Autorretrato com anzol, 1991

Tiago baptista, O que fazer com estas imagens, 2012

Pedro Casqueiro, Cast, 2000

Folha de sala



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