Histórias de Violência: Um diálogo entre obras da Coleção Treger/Saint Silvestre
14 abril 2018 — 24 março 2019
Curadoria: Gustavo Giacosa

A exposição Histórias de Violência: Um diálogo entre obras da Coleção Treger/Saint Silvestre é um projeto de curadoria de Gustavo Giacosa pensado a partir da Coleção Treger/Saint Silvestre em depósito no Núcleo de Arte da Oliva.
Gustavo Giacosa parte do tema da violência e organiza a exposição em sete núcleos temáticos agregadores de obras e autores: Pulsões, Rivais, Clausura, Armas, Batalhas, Vítimas, Transformações, convocando não só os artistas cujas obras selecionou, mas também uma galeria de pensadores e escritores citados nos textos que acompanham cada núcleo da exposição. Histórias de Violência dá-nos um amplo conhecimento sobre as representações, manifestações, exorcismos ou sublimações da violência nas artes visuais, numa linha cronológica que se estende desde o início do século até obras muito recentes. Entre os mais de cinquenta artistas presentes na exposição encontramos os grandes clássicos de arte bruta como Henry Darger (1892–1973), Friedrich Schröder-Sonnenstern (1892–1982), Martin Ramírez (1895–1963) e da arte moderna e contemporânea como Erró (1932), Robert Combas (1957) ou Gonçalo Mabunda (1975). A exposição apresenta pinturas, esculturas, desenhos da coleção Treger/Saint Silvestre em diálogo com obras de outras coleções, nomeadamente a galeria Christian Berst (Paris), a coleção La “S” Grand Atelier (Vielsalm), Ferraiuolo/Giacosa (Aix-en-Provence) e a coleção Norlinda e José Lima (em depósito no Núcleo de Arte Oliva, S. João da Madeira). Sublinhe-se também que a exposição não é exclusivamente formada por obras de Arte Bruta/Arte Outsider, estando presentes artistas do mundo da arte contemporânea, inaugurando-se nesta exposição o que é um caminho que queremos continuar a explorar nos nossos projetos e programação.” [Andreia Magalhães]

Artistas: Alexandre Lobanov, André Robillard, Anónimo espanhol, António Saint Silvestre, Artur Moreira, Bernard Rancillac, Camille-Jean Nasson, Carlo Zinelli, Carolein Smit, Dado (Miodrag Djuric, Damián Valdés Dilla, Dominique Théate, Eric Liot, Erró, Fay Ku, Foma Jaremtschuk, Franco Bellucci, Fred Deux, Friedrich Schröder-Sonnenstern, Georges Bru, Giovanni Battista Podesta, Giovanni Bosco, Giovanni Galli, Giuseppe Barocchi, Gonçalo Mabunda​, Gorgali Lorestani (Zabihollah Mohammadi), Guo Fengyi, Henry Darger, Hugo Carillo, Jacques Deal, Jean Duranel, Jesuys Crystiano, Joële (Nina Karasek), José Johann Seinen, Josef Hofer, Josef Wittlich, Julien Perrier, Karine Rougier, La Mère François, Lionel Saint Eloi, Marilena Pelosi, Martin Ramírez, Michail Paule, Misleidys Francisca Castillo Pedroso, Oskar Voll, Pascal Leyder, Patrice Girard, Peter Saul, Pier Brouet, Pierre Dessons, Reinaldo Eckenberger, Robert Combas, Rosa Ramalho, Rosemarie Koczy, Tom Duncan e Winston Cajuste.

Gustavo Giacosa, curador e encenador, tem desempenhado um papel fundamental na interpretação das artes visuais mais marginais e dos seus cruzamentos com a arte contemporânea e as artes performativas. Fixou-se em Itália em 1991 onde até 2010 fez parte da companhia de Pippo Delbono. Em 2005, criou em Génova, com um coletivo multidisciplinar de artistas l’ Association Culturelle ContemporArt. Tem desde então vindo a desenvolver uma pesquisa sobre a relação entre a arte e a loucura dentro de diferentes disciplinas artísticas, tornando-se curador de várias exposições sobre esta temática, a exemplo “Nous, ceux de la parole toujours en marche”, no Museu Commenda di Pré de Génova. Em 2012 mudou-se para França, onde criou com o pianista e compositor Fausto Ferraiuolo, a plataforma multidisciplinar a que reagrupa a diversidade das suas produções: SIC. 12.

Vista de exposição © Dinis Santos

Vista de exposição © Dinis Santos

Vista de exposição © Dinis Santos

Vista de exposição © Dinis Santos

Vista de exposição © Dinis Santos

Vista de exposição © Dinis Santos

Vista de exposição © Dinis Santos

Vista de exposição © Dinis Santos

Vista de exposição © Dinis Santos

Vista de exposição © Dinis Santos

Vista de exposição © Dinis Santos

Vista de exposição © Dinis Santos

Atividades paralelas 

03 março 2019
Apresentação da performance Uma outra história de violência, resultado de uma residência artística de três dias, coordenada por Gustavo Giacosa (curador da exposição Histórias de Violência) com a participação de ​estudantes do curso de Teatro e de Dança da Escola Superior de Música e do Espetáculo do Politécnico do Porto (ESMAE).

27 e 31 outubro 2018
24 e 28 fevereiro 2019
Labirinto Propício #2 o banho
Nos nossos gestos quotidianos ainda germinam réstias de rituais de outrora. Vamos fazer um exercício de leitura iconográfica a uma pintura de Lioenl St Eloi e a uma série de desenhos de Foma Jaremtschuk, cosendo-os, para chegarmos a entender que a administração dos banhos não é toda igual. Vamos ouvir percussão voodoo, saber de dança enquanto vemos excertos de um documentário de Maya Deren.

 

Catálogo da exposição
160 x 220 mm
222 pp
Bilíngue POR/ENG
Design: André Gonçalves
Depósito Legal: 445211/18

€ 18.00

Folha de sala



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