R2/ Fabrico Suspenso: Itinerários de trabalho
9 novembro 2019 — 15 março 2020
Curadoria: Paula Pinto e Joaquim Moreno

Primeira exposição nacional dedicada à produção independente dos R2: Lizá Defossez Ramalho e Artur Rebelo. Com curadoria de Paula Pinto e Joaquim Moreno a exposição é estruturada em cinco “laboratórios”: Arquivo, Paisagem, Transmissão, Matéria e Produção.  Nestes cinco espaços descobrem-se processos de experimentação e de percurso, projetos artísticos, gráficos e visuais que têm  vindo a ser desenvolvidos ao longo dos últimos anos,  todos eles reveladores de uma obra que se cruza com outros campos artísticos como a escultura, a instalação e a arquitetura. Em exposição estarão obras que foram criadas para exposições internacionais — como é o caso de Tempo, esculturas tipográficas para a exposição “Imaginary Menagerie” (Londres, 2011); Futuro, instalação tipográfica, para a “4th Typojanchi – International Typography Biennale” (Seoul, 2015); Avant-Après, instalação tipográfica para exposição individual, no âmbito da “Une Saison Graphique” (2018, Le Havre) —, mas também obras especificamente produzidas para esta exposição, para além de uma seleção do arquivo pessoal dos designers.

Lizá Defossez Ramalho e Artur Rebelo desenvolvem em co-autoria projectos gráficos sobre assinatura R2, desde 1995. O estúdio que criaram no Porto é especializado em identidade gráfica, design editorial e design ambiental para instituições culturais, museus e outros clientes, nacionais e internacionais. A experimentação, a pesquisa e o diálogo constante são processos cruciais na abordagem gráfica dos R2, estendendo-se por vezes o seu trabalho à curadoria, publicação e projetos artísticos. Receberam, entre outros prémios, o Grande Prémio da Bienal de Brno (Brno Biennale Grand Prix, CZ), vários primeiros prémios da Sociedade Internacional de Designers Tipográficos (International Society of Typographic Designers, GB), distinções da Sociedade para o Design Gráfico Ambiental (Society for Environmental Graphic Design, US) e o prémio de ouro na Trienal Internacional de Cartazes (International Poster Triennial, Toyama, JP). Os seus projectos estão em coleções de museus, como o Musée des Arts Decoratifs (Paris, França), o Heritage Museum (Hong Kong, China) ou o Museum für Gestaltung (Zurique, Suíça).

Paula Parente Pinto (Porto, 1971) é licenciada em Artes Plásticas: Escultura, Faculdade de Belas Artes do Porto (1998); Mestrado em Arquitetura e Cultura Urbana, Universidade Politécnica da Catalunha, Barcelona, Espanha (2004); Doutoramento em Estudos Visuais e Culturais, Universidade de Rochester, NY, USA (2016). Tem trabalhado em Investigação histórica e como curadora independente em inúmeras exposições de onde se podem destacar: “Grupo Puzzle: Pintura colectiva = pintura individual” no Centro de Artes e Espetáculos (Figueira da Foz, 2011); “Ângelo de Sousa: Ainda as esculturas”  na Galeria do Teatro Municipal da Guarda (Guarda, 2012); “Guido Guidi/ Carlo Scarpa: Tomba Brion” no Centro Cultural de Belém (Lisboa, 2014-15); “Nunca fiz uma exposição de desenhos” com obra inédita de Albuquerque Mendes no Centro para os Assuntos da Arquitetura e das Artes (Guimarães, 2015-16); “Stefano Serafin: arte em estado de guerra”, Centro Internacional de Arte José de Guimarães (Guimarães, 2017); e mais recentemente “Guido Guidi: Caçador de Sombras” na Escola das Artes, Universidade Católica (Porto, 2019).

Joaquim Moreno (Luanda, 1973) é licenciado em Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (1998); Mestrado (pré-Bolonha) em Arquitectura e Cultura Urbana, Escola Técnica Superior de Arquitectura de Barcelona, Universidade Politécnica da Catalunha (2001); Doutoramento em Arquitectura, Escola de Arquitectura, Universidade de Princeton (2011). Curador independente desde 2002, num trabalho continuado que inclui a exposição “Desenho Projecto de Desenho” (2002), em co-curadoria com Alberto Carneiro, dedicada ao desenho de arquitectura no século XX Português, a representação portuguesa à Bienal de Arquitectura de Veneza em 2008, com o filosofo José Gil, a exposição “Guido Guidi/ Carlo Scarpa: Tomba Brion” no Centro Cultural de Belém (Lisboa, 2014-15) com Paula Pinto e mais recente, e ainda visitável no Centro Canadiano de Arquitectura em Montreal, a exposição “The University is Now on Air”, dedicada ao ensino da Arquitectura Moderna através da Rádio e da Televisão que a Universidade Aberta Inglesa propunha nos anos 70.

Arquivo © R2

Paisagem © R2

Arquivo © R2

Paisagem © R2

Transmissão © R2

Produção © R2