Extravaganza
13 abril — 15 setembro 2019
Curadoria: Antonia Gaeta

Extravaganza assenta na estranheza, na obsessão pelo obsceno e nonsense, na recusa de regras lógicas onde há espaço para abstrações, no gosto pelo absurdo, incongruência e todo tipo de paradoxos.  A exposição apresenta obras de artistas clássicos da arte bruta como Friedrich Schröder-Sonnenstern (1892-1982), Agatha Wojciechowsky (1896-1986), da folkart americana com obras de Mose Tolliver (1920-1986) e de artistas recentes das franjas da arte outsider como Marilena Pelosi (1957) e Derrick Alexis Coard (1981-2017), entre vários outros.
Ao analisar o significado etimológico de extravagância, apercebemo-nos que esta palavra remete para alguma coisa que se encontra fora de um conjunto principal ou de algo que se cria ou se descobre graças a uma postura anímica solta e ligeira, a um andar sem rumo por caminhos inusitados e desviantes. Uma situação inconstante ou rapidamente mutável, fora do comum, bizarra. Um extra-vagar que à ratio e às normas substitui a intuição e o visionário, que conjuga genialidade e folia, demência e insanidade com situações paradoxais e anómalas. Privilegiando a pars destruens da Colecção Treger/Saint Silvestre, ou seja, uma análise da ideia de beleza e harmonia, reuniu-se sob o nome de Extravaganza, um conjunto de obras que têm como denominador comum uma dinâmica especulativa não linear. Um certo sentimento de surpresa levemente anunciado envolve a exposição que se quer irreverente, descontínua e artificiosa. Extravaganza assenta na estranheza, na obsessão pelo obsceno e o nonsense, a recusa de regras lógicas onde há espaço para abstracções, o gosto pelo absurdo, a incongruência e todo o tipo de paradoxos. [Antonia Gaeta]

Antonia Gaeta (Itália, 1978) é Licenciada em Conservação dos Bens Culturais pela Universidade de Bolonha. Mestre em Estudos Curatoriais pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e Doutorada em Arte Contemporânea pelo Colégio das Artes da Universidade de Coimbra. Desenvolveu projetos de investigação e exposição com diversas instituições artísticas em Portugal e no estrangeiro e tem textos publicados em catálogos de arte, revistas especializadas e programas de exposições. Foi coordenadora executiva das representações oficiais portuguesas nas Bienais de Arte de Veneza (edições 2009 e 2011) e de São Paulo (edições 2008 e 2010) para a Direção-Geral das Artes.

Vista de exposição © Dinis Santos

Vista de exposição © Dinis Santos

Vista de exposição © Dinis Santos

Vista de exposição © Dinis Santos

Vista de exposição © Dinis Santos

Vista de exposição © Dinis Santos

Vista de exposição © Dinis Santos

Vista de exposição © Dinis Santos

Vista de exposição © Dinis Santos

Vista de exposição © Dinis Santos

Vista de exposição © Dinis Santos

Vista de exposição © Dinis Santos

Atividades paralelas

26 e 30 maio  2019
LP #5 ovo estrelado
Um esqueleto promissor, plantas sem nome, um sol risonho e o sonho de uma rã, tudo caldeado em cimento e suor (ou serão lágrimas?). Vamos trocar os olhos com os desenhos de Anna Zemánková, Friedrich Schroder-Sonnenstern e Karl Hans Janke. Não há história natural que resista!

Folha de sala



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